E como podemos viver nele?
Ultimamente tenho mergulhado em leituras um tanto sociais, críticas e que podem fazer alguma diferença – pelo menos nas minhas ideias.
O título acima é de um livro bem recente de Luís Fernando Veríssimo. Adoro o jeito como ele escreve e sinceramente espero escrever de um jeito que lembre remotamente esse jeito. Se conseguir, já fico satisfeita! =)
Este livro ( O mundo é bárbaro e o que nós temos a ver com isso) é uma coletânea pequenos textos que se referem desde a cultura brasileira a problemas ambientais. Tudo com muito humor (e ironia). O livro é dividido em três partes: Nós no mundo, As condições do tigre e Velhos e novos bárbaros. No final, parecem três pequenos livros em 1, com cerca de 70 textos cheios de olhares alternativos e sábios pensamentos.
Os textos são rápidos e profundos – sim, tem como!
Alguns exemplos!
1) “Tudo, no fim, se resume no que tem e não tem a ver com o nosso café com leite, no que afeta ou não afeta diretamente nossas vidas e nossos hábitos.”
2)[se fôssemos colonizados pelos franceses]” Talvez fôssemos corruptos do mesmo jeito, já que deve ser alguma coisa na água. Mas as conversas grampeadas seriam em francês! Quer dizer, uma coisa de outro nível. “
3)”A escatologia cristã deveria substituir o Salvador que virá pela segunda vez para nos julgar por um Proprietário que chegará para retomar seu imóvel. E o Juízo final, por um cuidadoso inventário em que todos os estragos que fizemos no mundo seriam contabilizados e cobrados. Não precisamos de uma mentalidade ecológica. Precisamos de uma mentalidade de locatários. E do terror da indenização.”
4)”Somos amazônicos tanto nas nossas vaidades quanto nos nossos remorsos.”
5) “O que nos atrai é a simplicidade. O melhor de tudo é a desobrigação de pensar. “
Tenho certeza de que você ficou com vontade de ler o resto, principalmente porque eu peguei praticamente nada do conteúdo do livro. Vale a pena a média de 20 a 30 reais para ter esse ótimo livro por perto!
Espero que você gostem tanto quanto eu me apeguei a esse livro!
Logo logo estarei com outro post literário por aqui! rsrs
Se você já leu alguma do Veríssimo, sinta-se à vontade para comentar! =)

Desde sempre chove. E desde que relâmpagos aparecem, o homem começou a se desenvolver. Conheceu o fogo e a partir daí, você já conhece a história e o final dela.
Mas… Crianças não sabem nada disso. Elas não sabem por que chove com a mesma intensidade que não sabem de onde vieram. Como muitos de nós não sabem para onde irá quando chegar a hora do ponto final.
Eu nunca fui uma criança muito típica. Minhas brincadeiras em geral envolviam um jeito diferente de fazer as brincadeiras normais do resto mundo. Por exemplo, enquanto muitas meninas ganhavam Barbie e tentavam ficar iguais a ela, criando histórias e fingindo que elas tinham vida, eu gostava de brincar com o cabelo da boneca! (Não me pergunte o por que! Era horrível! Eu ficaria muito desapontada se tivesse o corpo de uma Barbie e em recompensa, tivesse o cabelo dela. ). Gostava de me imaginar casando com os mesmo vestidos dela. Passava batom não para fingir que era a minha mãe, mas para beijar a parede do quarto dela.
Quando via relâmpagos, enquanto muitos dos meus amigos choravam e ficavam com medo, eu ficava feliz. Me explico.

Para mim, os relâmpagos eram flash da câmera fotográfica de Deus, que estava fotografando algo muito legal que estava acontecendo. Não tinham ligação nenhuma com a chuva. Afinal, era Deus que estava todo agachado em volta da Terra, para conseguir focar e dar zoom. Como um homem que tenta tirar uma foto de uma formiga dentro de um formigueiro.
Ficava feliz quando trovejava. Me sentia tranqüila, porque sabia que uma hora ou outra, eu iria aparecer numa dessas fotos que Deus estava tirando.
Quando somos crianças, o tanto que sabemos é inversamente proporcional ao que sentimos.
Você sabe que é ou se sente feliz?


Desde pequena, sou uma pessoa “das listas”. Adoro fazer listas. De tarefas, de livros que li, livros que quero ler, livros que vou ler, objetivos, compras e o que mais vier na cabeça que dê para fazer lista.
Aqui no blog mesmo já fiz algumas listas.
Como esta, esta outra ( que nem parece uma lista, mas é!), esta que é assumidamente uma lista! e milhares de outras que vou espalhando por aí!
Hoje encontrei a minha lista de metas do ano passado. Tudo que eu queria ( ou pensava que queria) fazer em 2009. Na falta de uma, achei duas! Diferentes! E as achei por um acaso, fazendo as minhas últimas listas do que fiz em dezembro.
Resolvi ler, ri demais. E claro, terminei de fazer a lista desse ano.
Por que eu tô falando tudo isso?
Sinceramente porque penso que as minhas listas sobre o futuro, que raramente se realizam pela metade, são uma forma de sonhar. É como uma carta para o Papai Noel só que para nós mesmos. Você vai ganhar tudo o que pediu?
Provavelmente não, mas com certeza ganhará algo que te fará alcançar o que deseja.
Sonhe alto e vejo o que acontece.
Sempre vale a pena!
Aproveite o que te espera!
