Ah! O futuro. É difícil esperar até que ele finalmente chegue.
Né?
Na época em que o inventaram, tenho certeza de que não existia internet, estradas retas e aviões supersônicos. Ou seja, ele vem a passos de… passos. A pé mesmo.
Enfim, é uma lerdeza. Acho que é crônica.
Mas serei justa: de vez em quando, no momento em que já esquecemos que ele existe, que já tiramos ele da órbita e continuamos o jogo sem 2˚ tempo, ele, o sem mãe chega.
E pior: chega como se fosse o dono da festa. Acha que tá abafando. Tá abafando a felicidade alheia, provavelmente.
Isso porque ele nunca é do jeito que as cartas (ou fax? O que é mais antigo que carta?) que ele manda dizem que ele é.
Resumindo: sempre surge a frustração (super infantil, como sempre) e diz: achei que a carta (ou fax) ficaria mais bonita se eu fizesse uns desenhos em todos lugares cima.
O problema da frustração é que a realidade, em geral, só precisa ser real. A beleza fica por conta de outra coisa.
Mas finalmente o futuro chega, com seus olhos brilhantes, cabelos ao vento e… pera aí. A frustração desenhou esses cabelos por aqui.
Melhor não enfeitar o futuro. A frustração, como sempre, vai rir da sua cara porque você acreditou no desenho que ela fez.
O presente (irmão do meio do futuro) é um pouco mais confiável. Tá certo que ele meio instável, mas quem não é nos dias de hoje? Coitado.
Mas ele deve saber um pouco mais sobre o caçula. Né? Espero que não estejam brigados. Seria #tenso
O passado é meio rabugento. Mas tá perdoado, porque vive de extremos. Ou as pessoas amam, ou odeiam. Ninguém é capaz de ser feliz desse jeito. Ou normal.
Todo mundo que vive muito nos extremos acaba meio psicótico desequilibrado.
No final, acho que só o futuro que tem salvação mesmo.
E que venha com olhos brilhantes, num cavalo (é um pouco mais rápido que a pé) mãos macias e cabelos ao vento.
Ok, ok. Pela velocidade (e desenhos que a frustração fez quando o passado ainda não era tão rabugento) é melhor adicionar uns fios brancos nesse cabelo.